Coaching e Propósito de Vida: qual é a relação?

Você já deve ter percebido que o Coach tem sido um profissional muito citado quando o tema é Propósito de Vida.

Tendo em vista a confusão que ainda existe sobre o trabalho do coaching, parece interessante lançar um pouquinho de luz sobre isso, fazendo a devida associação com o tema Propósito de Vida que tanto me atrai e não deixo fora dos trabalhos com meus coachees (clientes).

Um processo de coaching deverá ser capaz de trazer à luz o que você realmente quer. Sinto dizer, mas o que você diz que quer não é o que realmente o motiva. Existe uma camada mais profunda onde ‘mora’ essa segunda resposta. Enquanto você não tem essa clareza, permanece andando em círculos, tropeçando nas próprias pernas. Quando você se autoriza e se apropria do que realmente deseja (o que o move), também se autoriza a ir buscar, seja aonde for.

Nesse sentido, costumamos dizer que o um processo de coaching possibilita uma alinhamento entre: PROPÓSITO, AÇÃO E RESULTADO, porém, nada disto têm efeitos na sua vida sem um alinhamento anterior: aquele que está entre o que você diz que quer e o que realmente te move.

A relação entre propósito de vida e coaching ocorre principalmente porque a clareza de propósito é a base de todo o trabalho de coaching. Não existe trabalho consistente sem essa clareza. É diferente de um trabalho terapêutico de elaboração sobre questões que envolvem passado. No coaching, o passado que tem lugar é simplesmente para conhecermos e revelarmos (às vezes para o próprio coachee/cliente) aspectos importantes da sua história e que estão lá entremeados nas suas escolhas realizadas até o momento.

É importante lembrar que o coaching, diferentemente de outras abordagens, tem uma direção apontada para o futuro, assim como a ideia de propósito. O propósito deverá ser seu guia para o que você fará no agora. O coaching, como dito acima, alinha o propósito com a ação e o resultado. Ou seja, sua seta é para frente.

No grande pano de fundo de um processo de coaching, diz mais ou menos assim: “Ok, entendi o que fiz (de mim) até aqui (em relação a determinado aspecto). E o que eu vou fazer com ‘isso’ a partir de agora?”

Mas, Aline – você poderia me perguntar -, não seria tratar questões complexas e profundas de forma superficial?

Não, não seria. Pelo simples fato de que se supõe que o coach seja um profissional sério e capacitado para identificar quando um coahee apresenta questões que não possam ser trabalhadas em um processo de coaching. Nesse caso, é feito um encaminhamento para o profissional habilitado, comumente um psicólogo ou psicanalista. Aliás, na minha experiência até aqui, tenho percebido que isso ocorre com certa frequência.

 

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